Olá Amigos do Bem!
Ser pai é complexo no pensar e agir, mas simples no sentir. Difícil só para quem quer controlar os ideais pré-estabelecidos para os filhos.
Conversando este fim de semana com um pai que tem uma filha problema para ele, ouvi a seguinte frase: "é, mas se ela não aprendeu aos 46, jamais vai aprender. É por isso que eu tenho de banca-la".
É muito duro ouvir isto, pois fica implícito o fracasso dele na educação da filha, e a tristeza de ver um sonho idealizado não realizado. Sugeri para ele fazer algo novo, ou seja, deixar de bancar a filha financeiramente e ajudá-la a pensar nas soluções. A primeira resposta foi negativa, e a frase: "não tem mais jeito", reforçada.
Perguntei a ele o que seria melhor: - ele poder, enquanto vivo, educá-la; ou - deixá-la sofrer depois de morto, sem um pai para ajudá-la?
A resposta foi imediata: "eu já fiz a minha parte, já dei de tudo para ela. Depois que eu morrer, quem sabe ela vai aprender sozinha".
É incrível, mas fica evidente que este pai pensou que educação é dar bens, amor e evitar sofrimentos. Faltou o mais óbvio: educar é ensinar ou colaborar com o aprendizado de algo que o outro ainda precisa aprender. A omissão deste pai tem um custo altíssimo: financeiro, emocional e de relacionamento, pois por incrível que possa parecer, ele se sente culpado quando a filha faz chantagem sentimental se fazendo passar por vítima da vida para então conseguir mais dinheiro dele.
Pais, amor nada custa, é grátis. Outras coisas têm custo e é preciso ensinar os filhos a criar, produzir, negociar e gerar riqueza para pagar por aquilo que consomem e desejam. Também é preciso ensinar a receber, contar com a ajuda de outros e do Universo. A abundância está aí para quem acredita nela. Para quem dá o seu melhor com os recursos que tem e os que está aberto a receber. Mas também a escassez está aí para quem teme não ter recursos.
A escassez está associada a baixa estima, a abundância a alta auto-estima. Alguém que não se ama, teme não ter recursos e capacidade para criar e produzir para si e para outros. Com baixa auto-estima, fica difícil perceber as oportunidades.
Já a abundância, é mais facilmente notada por alguém que se ama, tem coragem para criar e produzir para outros e para si. Quem é pai deveria colaborar com o desenvolvimento da auto-estima dos filhos, para que eles aprendam a desenvolver a autonomia, principalmente a empreendedora e financeira.
A omissão da educação tem um custo alto na relação pai-filho. Pode-se educar em vida, mesmo que seja sofrido para o filho, ou omitir-se até a morte. Porém o sofrimento será apenas adiado se não houve a possibilidade de aprender.
Educar é complexo, requer tempo, mas principalmente exemplos. Divirta-se!
Seja Feliz! Todos os Seres merecem ser felizes.
Abraços, Marcos Souza Aranha BY
Publicado às 08h22. Antes de agir, pergunte-se: estou consciente das consequencias e responsabilidades do meu ato?

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