Livre-se de rótulos
Olá Amigos do Bem! Sabe aquelas rotuladoras que usamos para imprimir fitinhas plásticas e identificar o que quer que seja para reconhecermos depois? Mesmo sem este aparelhinho em mãos, vivemos o tempo todo de nossas vidas usando a nossa mente para rotular e identificar o mundo que conectamos. Desde o nascimento o bebe é induzido a aprender uma linguagem para que ele possa ter algo em comum para se comunicar com outras pessoas, que conhecem o código ensinado. Para tudo e todos há um rótulo: o sujeito, a ação, o advérbio, adjetivo, etc. Porém, neste processo de ensinar e aprender uma linguagem comum, desenvolvemos a incapacidade de observar tudo e todos em seu estado natural, sem rótulos. Passa a existir como parte de um código artificial, dentro de normas de linguagem e comunicação, usado para "rotular" tudo e todos. É aí que mora o perigo! Crescemos e inconscientemente vamos atribuindo rótulos e mais rótulos, sem entender a natureza do que sentimos e pensamos, abusando desta tecla SAP que é a linguagem. O perigo reside quando nos rotulamos ou aceitamos os rótulos dos outros, repetindo "Eu sou...". Ninguém é, quando muito, está. Porém, muita gente sofre com a cristalização na mente de que ela é o rótulo dado. Um exemplo prático: um profissional recebe o rótulo de "determinado" e "perseverante" por seus subordinados e colegas de trabalho. Quando questionados a dar um significado para estes adjetivos, eles dizem que o colega quando tem um objetivo a cumprir, mantém o foco até conseguir realizá-lo, superando todas as dificuldades. Ele gosta desta avaliação, vê como positiva, cristaliza a idéia das palavras, e todo orgulhoso, repete para si mesmo o rótulo: "Eu sou determinado. Eu sou perseverante." Vai à entrevistas e quando questionado sobre seus diferenciais, repete orgulhoso: "Eu sou um profissional determinado. Mantenho o foco nos objetivos até realizá-los. Sou perseverante, não desisto frente as dificuldades." Em casa, ele é visto pela mulher, filhos e parentes como teimoso, cabeça dura. Obviamente que ele não gosta destes adjetivos e rótulos, e sempre fica desgostoso e até com raiva quando ouve isto, e repete para si mesmo o rótulo: "Eu não sou teimoso. Eu não sou cabeça dura." Quando eu questionei alguns membros da família o significado de teimoso e cabeça dura para eles, ouvi a seguinte resposta: quando ele tem um objetivo a cumprir ele mantém o foco até conseguir realizá-lo, não tem quem consiga tirar isto da cabeça dele. Ele pode passar por muitos problemas, mas não desiste. Não dá ouvidos a ninguém da família. Legal, né? Um rótulo ele tem orgulho, do outro, raiva. Porém, ambos têm o mesmo significado. Com isto, deixo a reflexão por quem passar aqui sobre a importância da desconstrução dos rótulos nas nossas vidas. Tudo parte de um inocente processo de aprendizagem de uma linguagem comum e termina em diferenças complexas sobre a identificação de algo. O mais delicado é que nos distanciamos cada vez mais da natureza de nosso sentir e pensar. Para mim, "Viver é livrar-se de rótulos que damos a tudo e todos, e dos que nos dão constantemente, pois a Verdade independe das palavras, e da importância e significado que a elas damos." Os Grandes Mestres disserem para não julgarmos, e na minha tradução é evitar rótular e creer que o rótulo é a verdade. Fica a dica: em todos os momentos de nossas vidas, é bom perguntar: "quem É que está aqui agora?" Isto trará mais autoconhecimento e insights do processo de aprendizados de como usamos as rotulações, ajudando na compreensão das associações que aprendemos e repetimos, sem consciência. Livremo-nos dos rótulos que nos aprisionam em crenças! Sejamos mais naturais! Seja Feliz! Todos os Seres, rotuladores conscientes ou inconscientes, merecem ser felizes. Abraços, Marcos Souza Aranha
Publicado às 10h48. Antes de agir, pergunte-se: estou consciente das consequencias e responsabilidades do meu ato?

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