Durante uma conversa surgiu o tema "Liberdade". Este blog seria insuficiente para registrar a diversidade de opiniões.
Deixo o post da minha resposta quando perguntado se eu sou um cara livre:
"Só serei livre o dia que meu desapego a todos os desejos for uma escolha consciente, parte da minha natureza, sem reações emocionais e questionamentos racionais.
Enquanto continuar sentindo alguma emoção e pensamento reativos a algo que me falta ou faltará, gerando a ilusão de novas necessidades, sei que continuarei prisioneiro daquilo que estará em foco na minha mente."
E os presentes disseram que eu jamais seria livre. Apenas concordei e questionei: "será?"
Seja Feliz! Todos os Seres, apegados e desapegados, merecem ser felizes.
Abraços, Marcos Souza Aranha
Publicado às 09h57.
Antes de agir, pergunte-se: estou consciente das consequencias e responsabilidades do meu ato?
Quando eu tinha 12 anos, brincava de autorama com carrinhos pintados por mim e motores preparados na Mabusch (acho que assim se escreve), andava de bicicleta e sonhava em dirigir um kart, moto, carro, trator e caminhão na fazenda, ou qualquer coisa que tivesse motor. Eu pedia para o meu pai me levar ao kartódromo de Interlágos para ver meu primo, Chico Serra, correr. Era muito legal, um programa cheio de emoções e o Chico era meu herói.
Cresci e vi meu primo correr no Brasil, Europa, e depois de F1 no mundo inteiro. Lembro dele ganhar o apelido de "Frango Veloz", por ser piloto da Sadia, e também das cores do carro que eram as do perfume Rastro, que até hoje não vi outro carro igual. O outro patrocinador que me lembro era o Café do Brasil, numa época que o mundo não era globalizado e a F1 era, e continua sendo, um excelente meio de integração e divulgação de marca.
Quando eu tinha 18 anos, e me achava um putz motorista, abusava da minha Brasília, "mexida e carburada", no caminho entre a cidade e o sítio dos meus pais em Indaiatuba, onde eu "corria" fazendo curvas a mais de 90 km/h, controlando a "super máquina" que saía de traseira quase 90 graus no eixo da pista. Uma emoção e tanto.
Numa das férias do dele no Brasil, nós estávamos no sítio dos meus pais e fomos ao supermercado, quando tive a oportunidade de andar de carro pela primeira vez ao lado do Chico, que era um dos poucos pilotos com a super-licença da FIA. Ele tinha um Maverick V8, o mais potente e esportivo carro brasileiro, cedido pela Ford para ele usá-lo aqui.
Ele foi conversando comigo, tranquilo, com uma mão ao volante, passeando, e fazendo as curvas até então emocionantes para mim, como se fossem retas. Um momento olhei no velocímetro e me impressionei: ele estava naquela paz total dirigindo a 130 km/h, como se fosse 60. Naquele dia eu me dei conta da irresponsabilidade que eu fazia com a Brasília, pois não tinha o menor conhecimento técnico para dirigir como louco. Anos mais tarde, eu fui fazer a escola de pilotagem na BMW com o Ingo Hoffman, onde tive certeza que dirigir acima de 200 km/h exige outros tipo de técnicas e reflexos. Hoje me sinto habilitado, mas não passo dos 120 km/h permitido (risos).
Em 1983, reencontrei o Chico em Reading, onde morava na Inglaterra. Fiquei algum tempo por lá, jogávamos tenis em duplas com o Ayrton Senna e Maurício Guguelmin quase diariamente. Naquela época, ele tinha uma Mercedes vermelha 500, e tive a minha segunda oportunidade de andar ao lado dele, quando fomos ao autódromo de Brands Hatch ver o Ayrton correr de Fórmula Ford. Mais uma vez, pude ver que a velocidade tem uma outra dimensão para ele. Dirigir a 200 km/h para ele é igual 100 para mim, Meu foco é total no ato, o dele, na estrada e na conversa. Muito bom!
Enfim, escrevo este post pois tenho muita admiração por este primo que desde pequeno mostrou que veio a este mundo para viver esta paixão por velocidade e motores, e jamais desistiu de vivê-la por pior que estivesse sua situação financeira de patrocínios. Sempre teve muita perseverança, determinação e o apoio incondicional de todos que o cercam, especialmente sua mãe e família. Do kart à F1, do Turismo à Fórmula Truck, de volta ao Stockcar, o Chico sempre foi uma pessoa tímida e caseira, diferente dos pilotos "estrelas". A paixão pelas pistas só é menor que a seus pelos filhos.
Apesar de sermos primos irmãos, a mãe dele ser minha madrinha, nunca tivemos muitos momentos juntos, porém, os que tivemos ficarão na minha memória para sempre. Temos muito em comum, apesar de não nos conhecermos direito.
Assita abaixo o último vídeo que encontrei na web do Chico, agora um cinquentão e pai fresco, correndo na Stockcars e continuando a ser herói de crianças sonhadoras.
Seja Feliz! Todos os Seres, realizados ao volante ou não, merecem ser felizes.
Abraços, Marcos Souza Aranha
Publicado às 11h43.
Antes de agir, pergunte-se: estou consciente das consequencias e responsabilidades do meu ato?
Que maravilha! Recebi um e-mail de uma amiga pedindo para eu tirar o post de ontem, pois ela é muita amiga da Eliana e acha que eu cometi uma injustiça por puro desconhecimento. Disse que minha resposta ao e-mail seria pelo blog e aqui está ela:
O post ficará como está, pois durmo com o rótulo de injusto, mas dispenso o de hipócrita, pelo menos desta vez. Ela pode ser sua amiga e deve ser uma pessoa bem legal, mas isto é na vida pessoal, já que na pública ela é uma criminosa, como tantos outros que fraudam o governo (e que também espero irem para a cadeia, junto com ela).
Pegue o exemplo do Helinho Castro Neves, cujo talento na Fórmula Indy é reconhecido internacionalmente, e veja como ele está agindo nos EUA onde também sonegou imposto. Imagine se ele tivesse feito toda uma arquitetura fiscal de sonegação como a Daslu, o que estaria acontecendo? O Helinho pelo menos está envergonhado do que fez, sem se fazer de vítima ou coitadinho, como a senhora Daslu. Fico com o exemplo dele, que errou e está envergonhado, e sabe que nas melhores das hipóteses, pegará alguns anos de prisão além de pagar milhões ao fisco norteamericano.
Seja Feliz! Todos os Seres, injustos e hipócritas, merecem ser felizes.
Abraços, Marcos Souza Aranha
Publicado às 20h02.
Antes de agir, pergunte-se: estou consciente das consequencias e responsabilidades do meu ato?