Quando a morte é uma das opções à vida
Olá Amigos do Bem! Você tem medo de morrer? Então também deve ter medo de viver! Nascemos, crescemos, vivemos, e todos os dogmas nos ensinaram que "Deus nos deu a vida e só ele pode nos tirar". Sem questionar, nos declaramos incompetentes de pensar o que é a vida, e desafiamos apenas o fato de se Deus existir ou não, e se tem ou não tal poder de nos controlar. O que poucos nos questionamos é o que é a vida, se ela tem um início e se terá fim. Dizer que a árvore que estava na floresta e agora é a mesa de apoio para o computador que escrevo está morta, é relativamente verdadeiro. Podemos chorar pela morte dela na forma de árvore, ao mesmo tempo que podemos comemorar a nova vida na forma de mesa. A semente morreu, a árvore também, a madeira da mesa continua viva? Fica claro que são apenas modos de ver a continuidade da energia assumindo novas formas. A cada dia que passa creio mais e mais na estupidez humana em querer dividir e sub-dividir o Todo validando as partes perceptíveis pelos nossos limitados sensores; estipular começos, meios e fins, apenas para poder compreender o mundo dentro de processos. A vida é uma continuidade, apesar de assumir formas e formas diferentes durante todos os momentos em que é observada, tenho esta clara percepção. Porém, há momentos onde nos condenamos por pensar na morte como uma alternativa de transformação de um momento, noutro. Desde que saímos do ventre, a sociedade e a família nos incutem o espírito da vida, como se ela fosse apenas este momento em que eles podem nos perceber como vivos. Meus filhos existiam muito antes de eu poder vê-los. Bebes não são declarados vivos para a sociedade antes de respirarem fora do útero, porém a perda intrauterina é declarada morte. Estranha forma de aceitar a vida e a morte, concorda? Meu avô paterno se matou. Isto foi um tabu para a minha família. Ninguém podia falar nisso com medo de ferir e envergonhar meu pai. Sempre se falou que meu pai "perdeu" o pai dele quando tinha 10 anos, sem explicações de como isto tinha ocorrido. Parecia uma desonra familiar respeitar a opção do meu avô pela vida. Uma pena que antes se pensava assim, pois na infância nós perdemos boas oportunidades de discutir a vida, perceptível e não perceptível sob alguma forma, que fazem parte do aqui e agora. Só sei que meu avô desafiou o dogma social e optou pela continuidade da vida não prevista nos manuais das melhores universidades. Reconheço que é preciso muita coragem para qualquer um de nós desafiar os dogmas que nos são incutidos e decidir nos transformar em algo desconhecido. Decidir desafiar os dogmas de que só Deus pode nos tirar a vida, é um problema para a sociedade. Mas paradoxalmente, essa mesma sociedade que condena quem desafia Deus e põe fim a sua própria vida, mata milhares de pessoas no planeta em nome de Deus, justificando seu ato por uma causa nobre. Quando eu era jovem eu temia a morte, não por medo dela, mas por incerteza do que aconteceria comigo depois dela. Minha formação religiosa, então apenas católica, me incutia que a vida terminaria após a morte, e que a única chance que tenho para fazer tudo bem feito, é nesta única vida. E em parte, o que me disseram era verdade, pois nessa forma de vida, minha energia é percebida como uma forma única, provado na digital e no DNA, e o que faço agora é só por essa vida. Porém, faltou me explicarem que a energia continuará em outra e outras formas, e minha essência permanecerá viva embora ninguém possa perceber isso, ainda. Hoje não temo a morte, sinto serenidade quando nela penso, embora continue desconhecendo o paradeiro de minha energia na continuidade da vida. Portanto, hoje a morte é uma opção para se descobrir o novo, imperceptível ao sensores limitados do meu físico. Se a morte é um fato, uma opção, a vida também o é, e vivê-la com toda a intensidade e serenidade é uma oportunidade única. Viva a vida e toda a continuidade do que ela se transformará! Seja Feliz! Todos os Seres merecem ser felizes. Abraços, Marcos Souza Aranha
Publicado às 05h47. Antes de agir, pergunte-se: estou consciente das consequencias e responsabilidades do meu ato?

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